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De estação em estação – David Bowie, Nina Simone e as partes mais fundas da vida.

-por Ana Júlia Galvan Como é possível (...) que uma mesma música dê vazão a tantos sentimentos diferentes e a sensações tão diversas? (...) Em que âmbito da consciência são gestadas as ideias, e como as mesmas palavras podem deixar transparecer tantas possibilidades? Haverá uma interpretação certa?

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Dostoiévski e Proust – por Ortega y Gasset

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- tradução por Lucas Lima "Enquanto outros gigantes declinam, arrastados ao crepúsculo pela misteriosa ressaca dos tempos, Dostoiévski continua no topo. Talvez seja excessivo o entusiasmo recente por sua obra, e quanto a esta eu prefiro reservar meu julgamento para uma hora mais tranqüila, mas, seja como for, não há dúvida de que o russo foi salvo do naufrágio geral por que passou o romance do século passado e vem passando o do atual. "

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O Caso Misterioso do Assassínio do Relojoeiro

- Gabriel Coelho Teixeira A lua vai alta. Abaixo, uma rua paira deserta. A madrugada avança. Na via pública as lâmpadas são escassas. Os halos de luz provenientes da queima do querosene são fracos, impotentes contra a força opressiva da noite. Em vez de se oporem à escuridão, incorporam-se nela, evocando ares fantasmagóricos.

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Uma arte de Igor Barbosa

-por Jessé de Almeida Primo A morte, como todos já sabem, é incontornável. Como diria a sabedoria popular, para morrer basta estar vivo. É um desafio à inteligência humana, a todos os  seus artifícios e já está anunciada no pó de onde viemos. O aspecto reiterativo deste soneto de Igor Barbosa, um verdadeiro triunfo rítmico-sonoro na poesia do pensamento, é uma ilustração perfeita dessa inexorabilidade.

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O Retrato de Anna Kariênina 

-por Lucas Petry Bender Todas as histórias de amor são parecidas, mas as histórias tolstoianas são de amor são a modo próprio. Ler ou reler Anna Kariênina (publicado originalmente em 1878, aqui citado na edição de 2021 da Editora 34, traduzida por Irineu Franco Perpetuo) é uma dessas grandes descobertas da vida, e embora muito já tenha sido dito a respeito, é sempre possível renovar o entusiasmo diante de um clássico dessa magnitude.

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Heloísa

- por Matheus Bensabat Quando Heloísa completou a última volta na coroa, percebeu que a filha se encaminhava para a sala. Deixou o bastidor sobre a mesa e guardou os carretéis na caixa de costura, mirando-a. Amanda dirigiu-lhe um olhar pesaroso e culpado, desviando-o em seguida, encostando as costas no batente da porta. As olheiras destacavam-se no rosto alvo, e os passos, curtos e cadenciados, mostravam-na acuada. A mãe deteve-se, primeiro, nos machucados da mão, que ela não conseguira ocultar, e pelo olhar da filha, entendeu tudo. Heloísa começava a sofrer.

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Três sonetos de Ronsard — traduzidos e comentados

- por Gabriel Campos Medeiros De propósito, escolhi poemas de caráter filosófico; são versos meditativos, nos quais Ronsard redige um como que boletim de guerra, versos talvez inusitados de um autor noto por dirigir-se, inflamado e cioso, a dezenas de mulheres, participando-as do seu conflito interior, do seu “combat inégal”

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Maria – por Andre Klojda

- por Andre Klojda "Aproximava-se o horário do fim do expediente, e Maria ainda não conseguira parar um momento sequer naquele dia: “Venha aqui”, “Vá acolá”, “Ajude-me um instante!”, suas colegas pediam. Com comovente solicitude, sem palavra agressiva ou mau pensamento, Maria atendia a cada uma."

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Hesperio Garra de Aguilhão: Um romance fantástico de Elton Mesquita

- por Jessé de Almeida Primo "Atraente ao público mais jovem, mas sem fazer concessão a uma sintaxe preguiçosa, medrosa, opaca, que se passa por uma forma de expressão descolada, relax, de gente como a gente... Enfim, um romance dirigido ao público infanto-juvenil, mas escrito por homem, como, aliás, deveria ser regra para quem se entrega a essa tarefa.

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A casa, o sal

- por Juliana Amato "Não é possível saber a expressão de ambos sem chegar mais perto, e então vê-se a mulher em silêncio e lábios semicerrados, e o homem em silêncio e lábios semicerrados. Sem palavras, só o som assoviado do vento. O homem e a mulher caminham juntos em direção à casa, como se tivessem saído do mar,

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