“Elegia 1938” um poema do subsolo – por Pedro Sette-Câmara

O subsolo pode ter recebido esse nome na Rússia, mas a experiência é universal o suficiente para poder ser discernida nas diversas literaturas. No Brasil, o poema mais subsolesco de que me lembro é "Elegia 1938", de Carlos Drummond de Andrade, que se presta muito bem a ser lido à luz de Dostoiévski.

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#Listas – DEZ GRANDES SONETOS DA LITERATURA BRASILEIRA , por Gabriel Campos Medeiros

Sem incluir contemporâneos, meus critérios de seleção foram o vigor da expressão, a densidade do assunto e a clareza do conceito, foram aquela melodia bem composta, aquela imagem bem pintada, elementos que, encadeados no crescendo verbal necessário aos quatorze versos, culminam, quando não na impressionante chave de ouro, ao menos no arremate lógico que conforta a razão dos comuns e ofende a dos vanguardeiros.

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Éros como nostalgia infinita do ser – por Bernardo Lins Brandão

Nesta vida, estamos sempre em busca da beleza. Mas essa é uma busca paradoxal: quando a alcançamos, percebemos que encontrá-la de modo fugaz não é o bastante. Somos seres mortais; no entanto, não queremos que nossa experiência do belo termine. Nosso desejo por ele é também desejo de eternidade e é por isso, Diotima revela a Sócrates no Banquete, que éros é querer possuir o belo eternamente. Mas isso não é tudo. Indo além de Platão, nas Confissões, Agostinho vê claramente: nosso desejo não pode ser satisfeito por nada que existe neste mundo. Ele é maior que o mundo e mira o ser em toda sua plenitude.

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