Não há consolo maior que o desconsolo: “Serotonina”, de Michel Houellebecq

- por Lucas Petry Bender "Em Serotonina (Ed. Alfaguara, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht), o próprio título já indica que o efeito dos antidepressivos assume um tamanho protagonismo na vida hodierna, que nos resta questionar o que sobrou da luta do homem consigo mesmo e com o mundo; questionar, a partir do que a ficção de Houellebecq revela sobre a nossa condição, o que resta de humano no nó inextricável de cultura e biologia que nos define."

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De Passarão a Passarinho: A Ave Lúcifer de Emmanuel Santiago

Para mim foi uma experiência enriquecedora ler O pavão bizarro (ed. Patuá, 2014), o livro de estreia de Emmanuel Santiago, no qual revela algo do parnasianismo que muitos não enxergam, ou fingem não perceber, que é uma vida, perdoem-me o clichê, pulsante, um verdadeiro farol para a modernidade,

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Cem Anos de Desolação

"Comemoramos cem anos do poema The Waste Land e a obra continua causando a mesma reação de assombro e desconforto desde que foi publicada pela primeira vez. Trechos em 7 idiomas distintos, alusões a dezenas de obras literárias, uma impressão de falta de unidade e um tom sombrio e pessimista. Como podemos nos aproximar desta obra e ter uma experiência de leitura enriquecedora sem nos perdermos no labirinto quase infinito de referências do poema? Algumas notas de um leitor não-erudito para outro."

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