Janeiro

-por Matheus Bensabat "Os diuréticos e o anticoagulante mantinham-no estável, mas comprometiam, silenciosamente, o fígado e os rins, de modo que comia tão somente um pedaço de pão pela manhã com uma fina camada de manteiga. Desde a infância, umedecia-o numa caneca com café com leite."

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Pataca

-por Igor Sales Pataca conheceu o mundo, visitou os grandes museus e sempre dizia para Adriana: isso é bonito, não? E ela sempre respondia da mesma forma: é bonito, mas o que nos diz? Onde está a crítica? Mister Pataca, você é a voz do nosso tempo, não se esqueça.

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O Pedinte

Tão logo o vi, desviei o olhar. Ergui o pulso, fingi conferir as horas. Até acelerei o passo, para transparecer ar de pressa, tamanha a ponto de me tirar a atenção do mais ao redor. Fiz que passei despercebido, sem notá-lo sentado ao chão, a mão erguida. Sem ouvir-lhe o rogo por esmolas, “– dez centavos, senhor”.

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Fingir a dor que deveras sente – uma leitura de “Ao Divino Assassino” de Bruno Tolentino

“Ao divino Assassino”, publicado em 1998 como frontispício à edição definitiva de Anulação e outros reparos, e republicado em 2002 com modificações na seção “Lição de trevas”, no Mundo como ideia (ed. Globo, 2002), é algo como a parada de sucesso de Bruno Tolentino

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