À hora do Quinto Mistério – poemas de Fernanda Boaventura
- por Fernanda Gonçalves Boaventura "À hora do Quinto Mistério, As crianças riscaram a casca tenra das nozes sobre a lareira; A lenha queimava leal aos sobejos de tua visita pascoal."
- por Fernanda Gonçalves Boaventura "À hora do Quinto Mistério, As crianças riscaram a casca tenra das nozes sobre a lareira; A lenha queimava leal aos sobejos de tua visita pascoal."
-Traduzidos por David Carvalho "Uma cultura não é tradição autêntica senão quando se transmite no silêncio da noite como uma contrassenha clandestina."
-por Juliana Amato "Até que isso aconteça, que a casa se acostume com a sua presença, ela também dá os seus sinais de insatisfação: vaza a pia da cozinha, a porta de correr emperra, o chuveiro queima, o seu cotovelo bate naquela quina da qual ainda não desvia intuitivamente,"
Tradução de David Carvalho "A palavra não se nos foi concedida para expressar nossa miséria, mas para transfigurá-la."
-por Matheus Bensabat "Os diuréticos e o anticoagulante mantinham-no estável, mas comprometiam, silenciosamente, o fígado e os rins, de modo que comia tão somente um pedaço de pão pela manhã com uma fina camada de manteiga. Desde a infância, umedecia-o numa caneca com café com leite."
-por Hugo Langone "Mas a questão de fundo permanece a mesma: a de que, em geral, a ordem a determinar as decisões educativas se inverteu. Educa-se para que não se seja o outro, e não a partir das necessidades do educando
-por Igor Sales Pataca conheceu o mundo, visitou os grandes museus e sempre dizia para Adriana: isso é bonito, não? E ela sempre respondia da mesma forma: é bonito, mas o que nos diz? Onde está a crítica? Mister Pataca, você é a voz do nosso tempo, não se esqueça.
-por Milton Gustavo "o futebol brasileiro é o jogo do caos no espaço e também no tempo! Nossos torneios não nasceram para ser planejados por anos, como se fossem lavouras; mas sim para se resolverem num estalo, como um truque de mágica ou um beijo roubado."
Tão logo o vi, desviei o olhar. Ergui o pulso, fingi conferir as horas. Até acelerei o passo, para transparecer ar de pressa, tamanha a ponto de me tirar a atenção do mais ao redor. Fiz que passei despercebido, sem notá-lo sentado ao chão, a mão erguida. Sem ouvir-lhe o rogo por esmolas, “– dez centavos, senhor”.
“Ao divino Assassino”, publicado em 1998 como frontispício à edição definitiva de Anulação e outros reparos, e republicado em 2002 com modificações na seção “Lição de trevas”, no Mundo como ideia (ed. Globo, 2002), é algo como a parada de sucesso de Bruno Tolentino