Razão Encarnada e Experiência Vital: considerações para um ressurgimento da metafísica no séc. XXI
-por Bernardo Lins Brandão Apesar de todos os anúncios, a metafísica não morreu. Ou melhor, morreu, mas passa bem: contra toda a tradição filosófica, que, desde o séc. XIX, celebra o seu fim, acredito que ela ainda seja fundamental. Fernando Pessoa, escrevendo como Álvaro de Campos no poema Tabacaria, fala do Esteves-sem-metafísica, mas, em toda a experiência humana há sempre uma metafísica, ainda que implícita, isto é, um mapa, mesmo que provisório, da estrutura do real e das possibilidades nele contidas.