O Diabo no mecânico — por Leonardo Quintanilha
Quando a Brasil Paralelo, produtora popular no meio conservador brasileiro, anunciou que entraria na ficção, fui tomado por um misto de entusiasmo e ceticismo. Entusiasmo…
Quando a Brasil Paralelo, produtora popular no meio conservador brasileiro, anunciou que entraria na ficção, fui tomado por um misto de entusiasmo e ceticismo. Entusiasmo…
Nigredo é uma fase do processo de transmutação dos metais em ouro na alquimia: a fase negra. Tal ideia remonta a um sem fim de ritos iniciáticos que dizem respeito à “morte” do iniciado...
De acordo com Agostinho de Hipona, o maior castigo que alguém pode sofrer é o de chafurdar na lama de seus próprios pecados. Chris, ainda que não tenha sido apanhado pela polícia, acaba condenado a viver com a culpa que ele em vão tenta ignorar, como podemos ver na cena final do filme, onde todos comemoram o nascimento de sua filha e falam do que esperam para o futuro da criança, menos ele, que, pensativo, exibe um semblante angustiado.
É nessa perspectiva que mais nos impressionam filmes como Coringa (“Joker”, 2019, dirigido por Todd Phillips) e Batman (“The Batman”, 2022, direção de Matt Reeves), o primeiro com seu lirismo sanguinário, o segundo com seu fascínio pelas trevas, ambos protagonizados por anjos decaídos e vingativos, como flores que desabrocham na escuridão e na sujeira, nutridos pelas enfermidades de Gotham City. É sobretudo por mérito da direção de arte, da cenografia e da trilha sonora que a obscura beleza do submundo de Gotham nos conquista,
-por Matheus Bazzo Em uma cena brilhante de “Black Coal Thin Ice”, o diretor chinês Diao Yinan mostra uma passagem de tempo através de um recurso cinematográfico surpreendente. No momento em que o filme pula cinco anos em sua narrativa, o diretor opta por mostrar essa mudança de tempo apresentando os personagens atravessando um túnel em seu carro. Ao passar por ali, há uma alteração climática (antes, estavam no verão; e, agora, o chão está coberto de neve), e eles veem um acidente de moto do outro lado. O homem acidentado é o mesmo homem que está no carro. O espectador é impactado com um salto de tempo inesperado e apresentado de forma brilhante.
- por Rodrigo Duarte Garcia Em sua clássica entrevista à Paris Review, Borges provocava os intelectuais e dizia que o épico nas artes – abandonado…
- por Pedro de Almendra "Nenhum desses problemas, acredito, ocupa um lugar realmente central no filme e aparecem, por vezes, de modo um tanto caricatural, beirando o substituível, o descartável: ratos gigantes, risos involuntários, elite cruel, etc. O lugar que ocupam aqui é, antes, o de moldura; servem de ocasião e não de motor ao drama.
-por Victor Bruno André Bazin (1918−1958) permanece sendo o ponto de início da crítica de cinema — ou pelo menos da crítica de cinema como é tradicionalmente entendida no Brasil.
- por Victor Bruno " Ao artista é necessário mais do que o domínio técnico. Ele precisa de domínio sobre a alma; ou seja, de sabedoria. A uma obra como a supracitada Pantanal falta justamente essa sabedoria, esse fio condutor invisível por trás das belas imagens ao pôr-do-sol."