
Com um olho espremido – lendo Flannery O’Connor (por Pedro de Almendra)
“Eu posso, com um olho espremido, ver tudo como bênção.” – Flannery O’Connor *** Li certa vez uma nota de rodapé na qual era dito
“Eu posso, com um olho espremido, ver tudo como bênção.” – Flannery O’Connor *** Li certa vez uma nota de rodapé na qual era dito
As grandes obras de arte são raras oportunidades que temos de crescer em espírito, naqueles âmbitos mais profundos e determinantes da experiência humana na terra, por meio do contato que podemos fazer com realidades que não conhecemos ou que fazemos questão de ignorar.
Não seria exagero dizer que este A Nova Ciência da Política que o leitor brasileiro agora tem em mãos pela segunda vez, encontra-se, hoje, como no tempo da primeira tradução nos anos 70, na condição de clássico reconhecido mas nunca realmente assimilado pela área.
Empreendeu um concerto comemorativo das grandes realizações estéticas e conceituosas das letras portuguesas, ele que rememorava com ternura as melodias alemãs que tirou do violino. Consolidou-se na emulação da eternidade, fim buscado só pelos homens de interior delicadeza e exterior solidez. Versos de Pachá não são musgos que se agarram à nora d’água da tradição; são ventos revigorantes que a movem.
Entra Hamlet.HAMLET Ah, vai ser agora, agora que está rezando,Sim, é agora mesmo. (Desembainha a espada)E aí ele vai para o céu!E assim fico vingado.
Quando cai de joelhos diante da vida, abatido pela inércia de sua fraqueza, nauseado por seus próprios vícios, mirado de cima por seus rivais…